ECONOMIA
Cirurgias robóticas crescem 50% no país, mas
custos para técnica ainda são elevados
Repórter: Felipe José de Jesus
Reg. Prof: 0015263/MG
Com as novas tecnologias aplicadas em vários campos do mercado, a medicina no Brasil não ficou para trás e vem também mudando a sua cara. Procedimentos antigos utilizados na área médica que antes eram realizados apenas através das mãos de um especialista, começaram a se dissipar, para dar espaço a um novo processo, a cirurgia robótica. Os robôs que auxiliam os médicos nos procedimentos cirúrgicos, chegaram ao Brasil no ano de 2008 e já começam a tomar espaço nas cirurgias convencionais. No país, as cirurgias robóticas aumentaram cerca de 50%, no decorrer dos dois anos. Todos os robôs utilizados nas técnicas cirúrgicas no Brasil são de origem norte americana, e restrita a apenas alguns hospitais em São Paulo como, o Hospital Sírio Libanês (HSL), o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e o Hospital Oswaldo Cruz (HOC) Para a aplicação do novo procedimento nestes hospitais, foram investidos cerca de R$2 milhões e meio em aparelhos. Já as cirurgias custam cerca de 30% mais caro que as comuns, segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE).
Cirurgias que chegam a custar cerca R$12 mil pelo modo convencional, podem chegar a custar cerca de R$20 mil pelo novo sistema robótico e poucos planos de saúde já cobrem o novo procedimento, mas mesmo com o alto custo deste novo método, especialistas acreditam que ela veio para ficar. Para falar sobre as evoluções e perspectivas na área da cirurgia robótica, desde a sua chegada ao Brasil, em entrevista o Dr. Vladimir Schraibman (CRM-SP 97304), gastroenterologista, cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo e um dos fundamentais especialistas brasileiros em cirurgia robótica, explica quais foram os principais progressos nesta área.
“A cirurgia robótica desde sua chegada ao país, atua nas áreas de cirurgia geral do aparelho digestivo, cirurgia urológica, cirurgia de cabeça e pescoço, cirurgia ginecológica, cirurgia cardíaca e, em breve, na área ortopédica. Ainda não existe uma estimativa, mas acredito que cerca de 600 cirurgias robóticas já foram realizadas no país. Sem sombra de dúvidas, a cirurgia robótica vem evoluindo principalmente para incisões menores, como cirurgia por um único orifício, com um corte de 2,5cm, e instrumentos mais precisos aliados à imagem Full HD em três dimensões”, disse. Por ser uma cirurgia nova no país, o Dr. Vladimir ressalta sobre como pode ser feito o a especialização de um profissional em cirurgia robótica. “Existem centros de treinamento espalhados pelo mundo, onde se pode realizar o treinamento específico e programar o início da realização de procedimentos em seres humanos. No Hospital Israelita Albert Einstein, estes procedimentos são realizados com a orientação de um proctor nos cinco primeiros casos”, explica. Perguntado sobre o alcance da população menos favorecida a cirurgia robótica, o doutor afirma que ainda levará alguns anos para ela chegar a esta parte da população por um preço mais acessível, devido ao alto custo dos aparelhos. “Com o avanço da tecnologia e se houver a diminuição dos custos desta técnica, acredito que o procedimento robótico estará disponível para a população menos favorecida. Mas isto em um prazo de dois há no mínimo cinco anos”, concluiu o cirurgião.
Cirurgia de câncer de próstata já é realizada por robôs
Além das outras especialidades que a cirurgia robótica já atende, a novidade é que agora a robótica acolhe também casos específicos de câncer de próstata e garante a redução dos riscos operatórios e pós-operatórios. A técnica que chegou ao Brasil a cerca de dois anos já esta sendo empregada em 80% das cirurgias para tratamento do câncer de próstata. Uma das vantagens é que ela é minimamente invasiva e proporciona uma recuperação mais rápida do paciente. Outras informações sobre a cirurgia robótica no Brasil, através do site: www.cirurgiarobotica.com.br .
Número de residências próprias cresceu 13,4% em 5 anos, diz IBGE
“Participação dos domicílios próprios no total, no entanto, ficou estável.
Das 42,8 milhões de casas próprias em 2009, 2,5 milhões eram financiadas”
Do G1
O número de domicílios próprios cresceu 13,4% de 2004 a 2009, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD). Apesar da alta numérica, ficou estável no período a participação dos domicílios próprios no total de residências, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com 2008, houve uma alta de quase 300 mil domicílios adquiridos. Em termos percentuais, no entanto, houve queda na participação desse tipo de imóvel, que caiu de 74,4% em 2008 para 73,6% em 2009.
Cresceu, por outro lado, a proporção de imóveis alugados, que chegou a 17% no ano passado, representando 10 milhões de domicílios, contra 15,4%, em 2004 (8,0 milhões). Já os domicílios cedidos somavam 5,2 milhões (8,8%), em 2009, ante 5,2 milhões em 2008 (8,4%.
Dos cerca de 42,8 milhões de domicílios próprios verificados em 2009, 2,5 milhões ainda estavam em aquisição (financiados), cerca de 4,3% do total.
Moradores nos domicílios
Segundo o levantamento do IBGE, desde 2004 houve queda na parcela de domicílios com cinco moradores ou mais. De 2008 para 2009, a queda foi de 10,8% para 10,6% do total.
Na outra ponta, as proporções de domicílios com dois ou três moradores cresceram, entre 2004 e 2009, de 42,8% para 47,7%. Em 2004, a proporção de domicílios com apenas 1 morador era de 10,4% e, em cinco anos, esta proporção cresceu para 12,0% dos domicílios.