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CIDADES

Poluição sonora e visual nas eleições 2010

incomodam moradores de BH

 

Divulgação

Repórter: Felipe José de Jesus

Reg. Prof: 0015263/MG

 

                Barulho e muita sujeira nas ruas dos bairros e do centro de Belo Horizonte. Esta é a visão de quem passa diariamente pelos corredores da capital de segunda a domingo, durante o período que esta sendo regido o período eleitoral em todo o país.

                Em apenas um mês e meio de propaganda próximo do dia da realização das eleições, as principais vias da capital já se transformaram em verdadeiros corredores de sujeira, para a promoção política. Minidoors com imagens, faixas cartazes, e o alto som com dizeres dos candidatos já incomodam os eleitores, fora a mudança geral na paisagem urbana.

                As principais vias da capital como as avenidas Afonso Pena, Antônio Carlos, Amazonas, Contorno, o bairro Savassi e o ponto central, com a Praça Sete, a publicidade exagerada vem concorrendo os passeios e os muros de imóveis e tomando conta da passagem dos transeutes que passam diariamente por estes locais.

                Para a comerciante Denise Freitas que precisa passar pelo centro, entre a Praça Sete e a Rua Rio de Janeiro para ir para seu serviço que fica na Rua Tupis, o período eleitoral é um dos piores.

                “Às vezes é difícil até para atravessar a rua. Não consigo entender o porquê de tanta sujeira e ainda mais o barulho que incomoda tanto. Toda eleição é mesma coisa é necessário mudar, pois hoje dentro dos meios de comunicação existem vários quesitos que podem ser eliminados através da internet. Os panfletos, por exemplo, não deviam nem existir, pois sujam a cidade e nem sempre o eleitor vai votar neste candidato. Para mim é uma vergonha e uma falta de organização nas assessorias destes candidatos”, disse.

                A comerciante salienta que tanta publicidade pode fazer com que o eleitor enjoe dos candidatos e acabe tomando certa repugnância, evitando assim votar neste candidato.

“Por exemplo, eu moro no bairro Floresta, lá o candidato Luís Tibé do (PTdoB) é o que mais passa em minha rua. Cheguei a contar quantas vezes o carro de som passou na porta de minha casa, cerca de 14 vezes durante um dia, fora que em todos os locais que passo tem um cartaz dele. De forma alguma seria um candidato que eu votaria”, argumentou a comerciante.

                Durante o período que rege as eleições de 2010, a Justiça Eleitoral está se auxiliando em uma legislação mais pesada para punir quem desrespeitar regras estabelecidas. Somente nos primeiros dias de propaganda, cerca de 50 denúncias de propaganda irregular foram para o Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG).

                Para evitar qualquer denúncia, os candidatos devem ficar atentos ao que foi e o que não foi liberado para a realização da propaganda eleitoral. É permitido usar cavalete boneco, cartaz e bandeira móvel são permitidos ao longo das vias públicas, desde que não dificultem o bom movimento do trânsito de pessoas e veículos. Mas todos os objetivos devem ser colocados e retirados diariamente, podendo ser colocado das 6h e 22h. 

                Já não é permitido fixar propagandas em bens públicos como viadutos, postes, passarelas, pontos de ônibus, árvores e jardins e também em muros de imóveis públicos, também é vetado.

 

Belo Horizonte está entre as cidades que

mais sofrem assaltos no trânsito

 

Repórter: Felipe José de Jesus

Reg. Prof: 0015263-MG

 

            Durante as décadas de 30, 40, 50 e 60 caminhar e dirigir pelas ruas da capital mineira com total tranquilidade era sinônimo de qualidade de vida e segurança e o perigo só era algo que preocupava nos horários noturnos. Os tempos passaram e o que era sinônimo de qualidade e segurança veio a se tornar atualmente um tormento para a vida dos transeuntes e principalmente para os motoristas e motoqueiros que passam diurnamente pelas ruas da capital.

            Segundo pesquisa e entrevista realizada pela Fundação Dom Cabral (FDC) no final do ano de 2009 com cerca de 200 pessoas no Rio de Janeiro, 300 pessoas em São Paulo e 150 pessoas em Porto Alegre e Belo Horizonte, o índice de assaltos é ainda preocupante. No Rio, o percentual de assaltos à mão armada no trânsito registrou 24%, enquanto em Porto Alegre 19% e São Paulo 27%.

            Já em Belo Horizonte das 150 pessoas que foram abordadas, cerca de 63% afirmaram que já enfrentaram algum tipo de situação perigosa durante um congestionamento no trânsito. Questionados sobre quais são os constrangimentos mais comuns, um em cada quatro dos entrevistados, uma margem de 30 pessoas responderam que já foram assaltados no trânsito, o que representa um percentual de 25%.

                O jornalista Evandro Avelar, foi uma das vítimas de assalto à mão armada, foram três assaltos, um no ano de 2001 outro em 2004 e mais um em 2009, todos enquanto enfrentava congestionamento no trânsito.

“Das três vezes que fui abordado no trânsito, duas vezes eu fui assaltado com uma faca no pescoço, uma foi na Avenida Assis Châteaubriant, pegaram minha carteira jogaram os documentos no chão do carro e saíram correndo. Da segunda vez na Pedro II, fui abordado por dois ladrões um me paralisou, enquanto o outro entrou no meu carro e pegou o meu celular, foi horrível”, disse.

                Ainda segundo o jornalista, para melhorar a questão da segurança é necessário um olhar mais atento do governo de Minas para a segurança nas ruas durante o dia.

                “Para aliviar esta situação acredito que deveriam ter mais policiais nas ruas, claro durante a noite e ainda mais durante o dia. Algumas ruas deviam ser mais vigiadas como a Araguari, próximo a Andradas, e o centro da cidade que acho muito perigoso. Outra coisa que poderia ser feita é punir severamente quem for preso por assalto é uma ótima saída, pois assim o marginal pensará duas vezes quando for assaltar alguém”. 

                Sobre a questão de como enfrentar os congestionamentos podendo assim evitar um assalto relâmpago no transito, a pesquisa da Fudação revelou que cerca de 40% dos entrevistados disseram que o melhor é ficar em casa e não sair.

“Mesmo tendo que usar o carro para sair eu ainda prefiro sair pouco e só quando preciso ir para a faculdade ou para o serviço. Ser assaltado é péssimo, principalmente se for no seu próprio veículo onde mesmo estando nas ruas temos a impressão  de uma certa segurança”, concluiu o comunicador Evandro Avelar.